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Saúde Mental Comunitária

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Cadernos do GREI nº14

CADERNOS

do GREI

Este texto tem como objetivo refletir sobre a problemática da saúde mental nos cuidados primários de saúde, uma vez que este nível de cuidados tem um papel crucial na promoção da saúde mental, na prevenção da doença mental, bem como no diagnóstico precoce e no tratamento imediato dos transtornos mentais, apontando para a necessidade de um maior investimento nesta área.

(…) em toda a história os homens tentaram (…) estabelecer ligações inexistentes entre saúde e virtude, doença e pecado.
Tudo se passa como se os homens não pudessem aceitar, e ainda não possam aceitar, que homens bons podem ser doentes e homens maus podem ser sadios.
Thomas S. Szasz
in A fabricação da loucura (1971)

Uma perspetiva de integração nos cuidados de saúde primários.

Os problemas de saúde mental (SM) são uma das principais causas de morbilidade nas sociedades contemporâneas e uma das principais causas de incapacidade (5 em 10), estimando-se que em Portugal a pre-valência de perturbações mentais seja aproximadamente de 23% (Co-ordenação Nacional para a Saúde Mental [CNSM], 2008; Miguel & Sá, 2010).

Por outro lado, sabemos que existe uma forte correlação entre doença física e problemas mentais, como por exemplo no caso do risco elevado para angina e enfarte agudo do miocárdio em pessoas deprimidas, para além dos quadros de somatização (Miguel & Sá, 2010), sendo até sugerido por alguns autores que existe uma propensão psicofísica para adoecer (Teixeira & Cabral, 2008).

Aliás, os problemas com uma base psicossomática, são das situações mais recorrentes ao nível dos cuidados de saúde primários (CSP), englobando uma grande diversidade de situações que incluem desde os distúrbios somatoformes (que são queixas físicas não explicadas por uma doença orgânica), que ao nível da Medicina Geral e Familiar representam cerca de 15% a 39% do total das consultas realizadas (Nunes, Yaphe & Santos, 2013), passando por doenças crónicas, como a asma, diabetes, síndrome de fadiga crónica e esclerose múltipla (Ogden, 2004), por problemas psicossociais, como reações simples ao stresse e reações de ajustamento (Teixeira & Cabral, 2008) e pelos transtornos mentais comuns, designadamente o stresse, a ansiedade e a depressão (Green & Benzeval, 2011).

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