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A Economia da Inquietação

Created by potrace 1.16, written by Peter Selinger 2001-2019
Cadernos do GREI nº33

CADERNOS

do GREI

A recente crise financeira mostrou que os dominantes dogmas ideológicos tendem a perpetuar os privilégios duma minoria detentora do poder – os plutocratas. Para construir alternativas ao projeto neo-liberal é útil partir dum modelo eco-sistémico que permite redefinir conceitos como democracia e liberdade e compreender a passagem da economia do medo à economia da inquietação.

Cá dentro inquietação, inquietação. É só inquietação, inquietação.
Porquê, não sei. Porquê, não sei. Porquê, não sei ainda.
Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer.
Qualquer coisa que eu devia perceber. Porquê, não sei.
Porquê, não sei. Porquê, não sei ainda.
José Mário Branco in Inquietação do álbum Ser solidário (1982)

Um ensaio eco-sistémico sobre a crise político-social europeia.

A crise surgida em 2007 mostrou claramente o falhanço clamoroso das práticas bancárias especulativas e a completa desregulação dos mercados resultante das fragilidades financeiras criadas pelos impasses do neoliberalismo. Para fazer face a esta situação, na visão míope dos próceres desta política, era necessário travar a despesa pública excessiva e reduzir ao mínimo a existência de um Estado Social, considerado um cadáver adiado, pronto a ser deitado fora para o caixote de lixo da história.

Para sustentar as suas teses, os fanáticos apóstolos deste programa ideológico sobrevalorizaram os entraves à concorrência, ignoraram, num silêncio ensurdecedor, as incontáveis generosidades proporcionadas aos plutocratas, esses novos senhores do mundo, e ocultaram as inumeráveis fraudes, evasões monetárias em paraísos fiscais e conluios mafiosos da banca na proteção à especulação financeira.

Para completar o cenário, esqueceram-se as colossais dívidas privadas, a mundialização desenfreada, as ilusões produtivistas e o aumentar indecoroso das desigualdades económicas. Finalmente, num outro plano, omitiram-se os efeitos nefastos de alguns tratados europeus e negou-se a dificuldade em explicar o aumento do desemprego em função do custo do trabalho, apesar de há muito os salários se virem a tornar verdadeiros protótipos de anorexia social.

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