Revista OMNIA 2 Revista OMNIA 2
30 abril, 2015

OMNIA 2

Nota introdutória

As chamadas sete “artes liberais” que na Idade Média correspondiam ao “trivium” (gramática, retórica e lógica) e ao “quatrivium” (geometria, aritmética, música e astronomia), formavam a base educativa para os poucos, muito poucos, que depois se especializavam em áreas como a medicina, o direito ou a teologia.
Com o tempo, as áreas de especialização foram englobando outras disciplinas como a filosofia, a literatura e a história na área das humanidades e a biologia, a física e a química na área das ciências, entre outras.
Com o desenvolvimento do conhecimento e a democratização do acesso à educação formal, as áreas disciplinares ampliaram-se gradualmente, ganhando autonomia e levando à fragmentação do universo teórico do conhecimento, constituindo-se hoje como um conjunto de diferentes áreas do saber, grande parte das vezes isoladas e fechadas sobre os seus próprios paradigmas.
Parecerá artificial a falta de interligação das diferentes disciplinas – as partes – no universo do conhecimento – o todo. Contudo, é a característica estanque das partes que tem fortalecido a disciplinaridade como ilhas.
Tratar-se-á de questões de comunicação e de poder, dizem alguns. É possível. A proposta de uma revista interdisciplinar de ciências e artes terá a presunção de destacar mais os pontos de contacto entre as diferentes áreas disciplinares e tentar ultrapassar as falhas de comunicação. No entanto a tarefa não será fácil. Neste número não temático da OMNIA, o conjunto de artigos em várias áreas disciplinares não é por si só sinónimo de interdisciplinaridade. Não. Ao fim e ao cabo, os espaços onde os autores têm desenvolvido os seus trabalhos, desenvolvendo as diferentes especializações e os códigos comunicacionais entre os seus pares, não facilitam abordagens muito diferentes dos fenómenos estudados.
Para nós ficará, no mínimo, a tentativa de querer inverter esse carácter estanque da disciplinaridade. Interdisciplinaridade.
Porque não sabemos ainda o que é nem como se faz, voltaremos em breve ao tema, com certeza.
Francisco Batista Gil

Arte e ciência:
Arte e ciência: Pontes para uma aproximação
Saul Neves de Jesus e Pedro Cabral Santo

Interdisciplinaridade e mediação intercultural:
Knowles, Freire e Apostel revisitados
Rosanna Barros

A humildade e a esperança:
Fatores de resiliência na práxis humana?
Joana Freitas e Maria Helena Martins

Contribuição do Social Marketing na mitigação das alterações climáticas:
Uma revisão da literatura focalizando a relevância da mudança comportamental
Andrea Saraiva e Patrícia Oom do Valle

Gays, lésbicas e saúde mental:
Uma revisão sistemática da literatura
Sérgio da Borralha e Patrícia Pascoal

Luz e som:
Ecos transparentes de comunicação
Ana Maria Albuquerque, João Marreiros, Susete de Góis Ornelas e Miguel Neiva

Biograficidade e identidades de aprendizagem:
Educadoras de adultos na serra algarvia
Joaquim do Arco e António Fragoso

Animais versus plantas e estudo do meio:
Estudo comparativo de oito manuais escolares de duas editoras portuguesas
Francisco P. Rodríguez-Miranda, Mónica Alexandra Luís e Rute Monteiro

Educar na diversidade:
Promover ambientes inclusivos na escola
Ana Godinho

(In)sucesso escolar:
Influência de fatores mediadores nos resultados académicos
Ana Martins

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Temos por propósito fundamental contribuir para a reflexão conducente ao diálogo interdisciplinar entre vários domínios do conhecimento, nomeadamente nas áreas das ciências, das artes e da filosofia.