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sábado, 15 agosto 2015 14:02

A Economia da Inquietação

A recente crise financeira mostrou que os dominantes dogmas ideológicos tendem a perpetuar os privilégios duma minoria detentora do poder – os plutocratas. Para construir alternativas ao projeto neo-liberal é útil partir dum modelo eco-sistémico que permite redefinir conceitos como democracia e liberdade e compreender a passagem da economia do medo à economia da inquietação.

Cá dentro inquietação, inquietação. É só inquietação, inquietação.
Porquê, não sei. Porquê, não sei. Porquê, não sei ainda.
Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer.
Qualquer coisa que eu devia perceber. Porquê, não sei.
Porquê, não sei. Porquê, não sei ainda.
José Mário Branco in Inquietação do álbum Ser solidário (1982)

Um ensaio eco-sistémico sobre a crise político-social europeia.
Autor: Carlos Marques Simões

 
Publicado em Cadernos do GREI
domingo, 12 julho 2015 13:58

Quem Sou Eu?

Reconhecendo a importância da problemática da identidade no decurso da adolescência, evidenciam-se alguns tópicos relacionados com a construção do autoconceito numa etapa da vida marcada pelas transformações ao nível da imagem do corpo, das relações com as figuras parentais e com os pares, no sentido de uma progressiva autonomia e dum assumir dos papéis sexuais na transição para a adultez.

A minha identidade é definida pelos compromissos e identificações que proporcionam a estrutura ou o horizonte em cujo âmbito posso tentar determinar, caso a caso, o que é bom, ou valioso, ou o que se deveria fazer (…).
Noutros termos, trata-se do horizonte dentro do qual sou capaz de tomar uma posição.
Taylor, Charles in Sources of the Self:
the making of the modern identity” (1989)

Identidade e imagem do corpo na adolescência.
Autor: Nora Almeida Cavaco

Publicado em Cadernos do GREI
quarta-feira, 17 junho 2015 13:53

Implicações Psicológicas da Crise Financeira

A saúde enquanto estado completo de bem-estar físico, mental e social, implica a ausência de doença e a adaptação às circunstâncias de vida do indivíduo. Nos últimos anos, habitantes de diversos países deparam-se com necessidades de adaptação decorrentes das implicações da crise económica, sobressaindo o otimismo como facilitador da adaptação a uma situação adversa e como promotor do bem-estar subjetivo.

Hoje que tanto se fala em crise, quem não vê que, por toda a Europa, uma crise financeira está minando as nacionalidades?
É disso que há-de vir a dissolução.
Quando os meios faltarem e um dia se perderem as fortunas nacionais, o regime estabelecido cairá para deixar o campo livre ao novo mundo económico.
José Maria Eça de Queirós in Distrito de Évora (1886)

Fatores intervenientes na adaptação a uma situação adversa.
Autor: Ana Martins

Publicado em Cadernos do GREI
terça-feira, 09 junho 2015 13:48

Educar para a Paz

A Educação para a Paz é sem dúvida uma das grandes preocupações deste milénio, dado que um dos desafios mais importantes da humanidade passa por escolher os meios capazes para alterar atitudes, valores e comportamentos de forma a promover a construção de uma cultura de paz e de resiliência que permita eficazmente ultrapassar as adversidades que surgem no dia-a-dia.

Com mãos se faz a paz se faz a guerra, com mãos tudo se faz e se desfaz (…).
E cravam-se no Tempo como farpas, as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.
De mãos é cada flor, cada cidade. Ninguém pode vencer estas espadas: nas tuas mãos começa a liberdade.
Manuel Alegre in O Canto e as Armas (1967)

Importância de promover os pilares da resiliência educacional.
Autor: Maria Helena Martins

Publicado em Cadernos do GREI
sexta-feira, 15 maio 2015 13:44

Transporte Aéreo, Acessibilidades e Turismo

Uma boa rede de transportes permite a ligação entre uma região geradora e uma recetora. O transporte aéreo tem assumido um papel fundamental neste contexto, sendo considerado uma das principais causas de desenvolvimento de muitos destinos turísticos, contribuindo para a melhoria das acessibilidades, cativando determinados segmentos de procura turística, como por exemplo o turismo de saúde e bem-estar.

A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. (…)
O fim de uma viagem é apenas o começo doutra.
É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, (…) voltar aos passos que foram dados, para os repetir e traçar caminhos novos ao lado deles.
É preciso recomeçar a viagem. Sempre.
José Saramago in Viagem a Portugal (2011)

Importância para o desenvolvimento de novos segmentos de procura turística.
Autor: Cláudia Ribeiro de Almeida

Publicado em Cadernos do GREI
terça-feira, 05 maio 2015 13:39

Equipas de Trabalho na Saúde

Com este texto procura-se dar uma diferente visão das equipas de trabalho em saúde a partir do modelo de sistemas de cuidados de saúde de Betty Neuman. Conjuga-se conceitos da sistémica familiar numa perspetiva da transdisciplinaridade, visando contribuir para uma melhor compreensão destas equipas nas suas dinâmicas e funcionamento, tendo em conta a sua organização e gestão.

Creio que há certos princípios comuns à emergente psicologia do homem ou, talvez devêssemos antes dizer, à nova ciência do homem ou antropologia geral, porque esta seria com toda a evidência um empreendimento interdisciplinar que incluiria a biologia, a psiquiatria, a sociologia, a linguística, a economia, a arte, etc.
Proponho como palavras-chave desta nova psicologia: simbolismo e sistema.
Ludwig Von Bertalanffy in Robots, men and minds –
Psychology in the modern world (1967)

Contributos para uma análise baseada num modelo sistémico.
Autor: Nuno Murcho

Publicado em Cadernos do GREI
quarta-feira, 29 abril 2015 13:35

Bullying: Quem Merece?

A violência entre pares/bullying é noticiada quase diariamente pelos media. Apesar das consequências nefastas para o futuro de crianças e jovens, parece não se conseguir resolver a espiral de violência que grassa nas nossas escolas. A Família e a Escola, pilares da educação e construção do futuro, são peças fundamentais na resolução deste flagelo e na construção da Paz.

O Nelli, que é o corcundinha (…), trabalha o mais que pode; mas é tão magro e tão fraco que mete dó. (…).
Nos primeiros dias, por ser corcunda, muitos rapazes faziam torça dele e batiam-lhe nas costas com as malas; mas ele nunca dizia nada, nem se queixava à mãe (…).
Muitas vezes chorava sozinho ao canto da carteira.
Edmondo De Amicis in Cuore (1886)

Os caminhos escondidos da infância.
Autor: Filomena Adelaide de Matos

Publicado em Cadernos do GREI
quarta-feira, 15 abril 2015 13:31

Serão os Pobres Mais Vulneráveis?

Este texto apresenta uma revisão da literatura relativa à interação entre os fatores de risco familiar, a parentalidade e a vulnerabilidade psicossocial. Procura-se, sobretudo, compreender a relação existente entre algumas perturbações psicopatológicas dos adolescentes e a incidência de certas circunstâncias de vida que comprometem os recursos parentais, fomentando um eventual sofrimento psíquico e uma concomitante manifestação de dificuldades emocionais e comportamentais.

Os filhos dos pobres definiam-se por não irem à escola, serem magrinhos e morrerem muito. Ao perguntar as razões destas características insólitas foi-me dito com um encolher de ombros – o que é que o menino quer, esta gente é assim – e eu entendi que ser pobre, mais do que um destino, era uma espécie de vocação, como ter jeito para jogar bridge ou para tocar piano.”
António Lobo Antunes in Livro de Crónicas (1998)

Recursos parentais e problemas psicológicos na adolescência.
Autor: Ida Lemos

Publicado em Cadernos do GREI
segunda-feira, 16 março 2015 02:03

Psicologia Positiva e Felicidade Humana

Assumindo-se como um modo inovador de equacionar os problemas, a psicologia positiva demarca-se da tradição centrada no comportamento disfuncional e na doença mental. Perante vicissitudes que obstam ao adequado desenvolvimento humano, esta abordagem constitui, assim, uma alternativa aos enfoques convencionais. Nesta perspetiva, a felicidade autêntica significa prosseguir finalidades pessoais que permitem libertar-nos do círculo fechado dos modelos psicopatológicos.

Não há felicidade senão com conhecimento.
Mas o conhecimento da felicidade é infeliz; porque conhecer-se feliz é conhecer-se passando pela felicidade, e tendo, logo já, que deixá-la atrás.
Saber é matar, na felicidade como em tudo. Não saber, porém, é não existir.
Fernando Pessoa in Livro do desassossego (1982)

As ciladas conceptuais dos modelos psicopatológicos.
Autor: Helena Ralha-Simões

 
Publicado em Cadernos do GREI
quinta-feira, 12 fevereiro 2015 01:59

Envelhecimento e Resiliência

Nas últimas décadas o envelhecimento populacional a nível mundial, aliado ao aumento da prevalência de doenças relacionadas com a idade tem despertado grande interesse pelas suas consequências multidimensionais. Não obstante as adversidades e perdas que se colocam ao idoso, é fundamental que esta etapa seja vivida com maior qualidade e resiliência, constituindo-se como um dos grandes desafios do século XXI.

(...) tenho a velhice diante de mim e tenho medo de tê-la deixado para trás.
O mundo que corresponde aos meus anos e ao meu corpo é muito diferente, porque a velhice é o mundo da verdade cansada, embora não da idade esmagada; (...) não sinto o peso da idade no espírito, embora o sinta no corpo.(...) mas o espírito está vigoroso e (...) afirma sem pejo que esta idade é a flor dos seus anos.
Séneca, Elogio da Velhice , in Cartas a Lucílio (63-64 d.C.)

Perspetivas para a reabilitação do idoso.
Autor: Maria Helena Martins

Publicado em Cadernos do GREI
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